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Christopher Moore

Título: O Cordeiro L956
Autor: Christopher Moore
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 560

Se você, religioso ou não, acha que já sabe tudo sobre Jesus Cristo, que já estudou os Evangelhos de cabo a rabo, que vai a instituições religiosas, O cordeiro é leitura obrigatória. Mas se não estudou a Bíblia, não a conhece bem nem se identifica com elementos religiosos, saiba que Christopher Moore também pensou em você.
A história é contada por Levi - vulgo Biff -, o melhor amigo do Filho. Este designa ao anjo Raziel - "esteriotipado" como louro e burro - a tarefa de ressuscitar Biff, que vem ao mundo presente para contar a história dele com Jesus. Para compor o elenco do livro, Moore recorreu a personagens como os três reis magos e Maria Madalena, "Madá" para os íntimos como J.C. Alguns ganham novos nomes, já outros podem ser deduzidos pela semelhança com passagens bíblicas e ainda cenas incorporadas e devidamente recriadas.
[Este] livro [...] é uma história. Eu a inventei. Ela não foi planejada para mudar as crenças ou a visão de mundo de ninguém, a não ser que depois de ler você decida ser mais afável com seus camaradas humanos (o que é legal), ou então decida que realmente adoraria tentar ensinar ioga a um elefante, e nesse caso, por favor, filme, explica Moore.
Escritor americano de humor nato e de estilo despretensioso ao mesmo tempo inconfundível, Chris Moore faz questão de esclarecer inclusive que “não havia como saber as verdadeiras condições de vida [de Jesus] entre os anos 1 e 33”.
O autor realizou pesquisa exaustiva sobre o tema e relata que existem várias versões da história de Jesus, que vão desde as que o consideram um matuto ignorante às que afirmam que Ele teria tido acesso às culturas grega e romana desde pequeno. Moore ficou com esta, por considerar os elementos muito mais atraentes para a construção de uma boa história.

Luís Fernando Veríssimo


Título: O Clube dos Anjos - Gula L452
Autor:
Verissimo, Luis Fernando
Editora: Objetiva
Ano: 1998
Edição: 1
Número de páginas: 140

Dez amigos reúnem-se desde a adolescência em jantares mensais. São 21 anos em nome dos prazeres da mesa, bebendo e comendo bem. Um certo dia, no entanto, surge um novo cozinheiro com receitas incomparáveis, dando à história nuances de suspense. Um júri formado por profissionais de bibliotecas de Nova York colocou este livro de Veríssimo na lista dos 25 melhores livros da Literatura Mundial...
A contradição indissolúvel da boa mesa
Como outros trabalhos do autor, essa obra, de imediato, lembra outra coisa - o filme "A Comilança". Como no filme, nesse livro se reúnem amigos para comerem o mais que puderem. A comida, de fato, como lembra a contracapa, é a única coisa sempre presente na vida dos seres humanos, do nascimento à morte. Vêm e vão o sexo, o trabalho, a audição, a visão... tudo o mais começa bem depois que a pessoa nasceu e tudo, se ela não morrer precocemente, acaba bem antes que ela morra. Porém, a par disso, comer implica uma contradição insolúvel, pois, sendo um prazer ou uma necessidade, o ato de comer sempre implica a destruição do objeto dessa ação. Tendo-se sexo, a outra pessoa continua existindo; um filme ou uma música continuam a existir depois que o vemos ou a ouvimos. A comida não: é preciso, primeiro, matar seres vivos. E segundo, destruir os seus restos. A comida é um dos raros objetos de consumo destruídos na primeira e única vez em que são consumidos - como o papel higiênico ou... as bombas!!! -- por Renato Pompeu
 
(...) Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreve, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espirito cresce e a pessoa se fortalece.

(A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón)